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O que muda no surfe brasileiro após o título mundial de Medina?

VALEU MEDINA

Mas enquanto o país vive esse frenesi de água salgada, já é possível questionar quais serão os reais impactos desta fase na estrutura do surfe nacional. E, para isso, é preciso refletir sobre o presente e o passado.

Para começar, faz-se necessário lembrar que não é de hoje que o surfe brasileiro é representado no WCT. Desde Fabio Gouveia e Teco Padaratz, em 1992, até Medina, Pupo e Toledo, em 2014, passando por Peterson Rosa, Victor Ribas, Guilherme Herdy, Renan Rocha, Jojó de Olivença, Adriano de Souza e companhia, sempre tivemos bons atletas na elite mundial.

Mas nos últimos anos, ocorreram mudanças consideráveis que permitiram que os surfistas da nova geração brasileira deixassem de ser coadjuvantes no tour para assumirem a condição de protagonistas, um processo que começou a dar resultados em 2011, quando brasileiros venceram quatro etapas do WCT (duas de Mineiro e duas de Medina) e outras importantes etapas Prime.

Essa "invasão" brasileira foi reconhecida pelo mundo do surfe e apelidada de Brazilian Storm (tempestade brasileira). Mas como qualquer tempestade, mesmo que comece aparentemente de forma repentina, o processo de formação das nuvens leva um tempo e tem suas causas, mais ou menos óbvias.

O investimento das grandes marcas aumentou, tornando possível para os atletas viverem do surfe e ainda pagarem as contas no fim do mês, algo complicado no passado. Aliás, hoje sobra o suficiente para viver em situação bastante confortável e ainda ajudar a família.

Além disso, muitos atletas têm especialistas cuidando de suas carreiras desde cedo, pessoas que divulgam seus nomes e o transformam em marcas, profissionais responsáveis pela preparação física e psicológica.

Até coisas aparentemente bobas como ter aulas de inglês, fazem uma grande diferença. Os brasucas da atualidade conquistaram uma aceitação antes inexistente com os estrangeiros, algo que só a capacidade de se expressar e ser entendido permite. Hoje, com muito mais investimento, os destaques da nova geração brasileira são bancados para viajarem e surfarem nas melhores ondas do planeta, sendo que, no passado, nem as condições para viajar confortavelmente para a disputa das etapas do WCT eram garantidas.

FONTE+-UOL


 

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