O dia 16 de julho não traz boas lembranças aos brasileiros há 65 anos. Em 1950, o Brasil sofria uma de suas maiores derrotas – a outra foi o 7 a 1 – para o Uruguai, no Maracanã, na final da primeira Copa do Mundo realizada em solo canarinho. Quis o destino que o autor do segundo gol uruguaio na ocasião, Ghiggia, falecesse justamente nesta data.
Aos 88 anos, o único jogador vivo até então que esteve no gramado do Maracanã noMaracanazzo sofreu uma parada cardíaca e veio a óbito, deixando milhões de uruguaios aos prantos em uma data tão especial ao país.
Conhecido como carrasco uruguaio, por ter feito o segundo gol na vitória por 2 a 1 sobre o Brasil, Ghiggia foi um ponta-direita de respeito, muita habilidade e compostura.
Durante os seus 22 anos como jogador, defendeu o Atlante-URU, Sud América-URU, Peñarol-URU, Danubio-URU, Roma-ITA e Milan-ITA.
Além da seleção uruguaia, ele também defendeu a Itália, em uma época que era possível se naturalizar com mais facilidade.
Craque dentro e fora das quatro linhas, Ghiggia sempre mostrou muito respeito aos brasileiros, apesar das alcunhas desrespeitosas que recebia dos mesmos.
Ghiggia esteve no Brasil durante a última Copa do Mundo, em 2014, durante eventos promocionais. No ano anterior participou dos sorteios dos grupos, realizado na Costa do Sauipe, na Bahia.
FONTE-FUTEBOL INTERIOR