- São Paulo, Criciúma e Monte Cristo foram punidos com multa de R$ 100 mil pela transação envolvendo o zagueiro Iago Maidana, contratado no mês passado pelo clube paulista. Já o jogador recebeu multa de R$ 10 mil. O "Caso Iago" foi julgado no início da noite desta segunda-feira pela 1ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em audiência que durou cerca de duas horas e meia. A questão, porém, ainda deverá ter uma decisão final do Pleno do STJD, já que tantos os clubes quanto a procuradoria devem recorrer.
As equipes corriam risco de serem impedidas de registrar novos atletas por até dois anos e, inclusive, serem rebaixadas de divisão. Já Iago Maidana tinha possibilidade ainda de ser suspenso ou até impedido de voltar a atuar profissionalmente.
Os três clubes e o jogador foram denunciados devido ao formato da transação realizada para a transferência de Iago ao São Paulo. Após rescindir com o Criciúma por R$ 800 mil, o zagueiro passou dois dias vinculado ao Monte Cristo - clube da terceira divisão de Goiás -, e depois acertou com o São Paulo por R$ 2 milhões por 60% dos direitos econômicos.
Também participou da negociação um fundo de investimentos chamado Itaquerão Soccer, que não possui registro de intermediário junto à CBF. Para completar, desde o dia 1º de maio a Fifa proíbe a participação de terceiros em negociações. Por conta disso, a própria diretoria de Registro e Transferência da CBF apontou para uma "transação incomum".
"É um caso complexo, mas que representa tudo aquilo que a CBF e a Fifa tentaram evitar", afirmou o sub-procurador-geral William Figueiredo, no início do julgamento desta segunda-feira. "O desconhecimento do regulamento não pode ser alegado. Fui testemunha que, desde o final de 2014, a CBF tratou de fazer uma série de palestras e apresentações explicando item por item (como seria a nova regulamentação de transferência)."
Figueiredo foi além. "Uma série de operações incomuns aconteceram. E eu digo incomuns para usar um termo mais leve", disse o representante da procuradoria, pedindo punição a todos os envolvidos. "A sanção deve vir agora como uma forma de reprimenda séria e também como forma pedagógica."
FONTE-FUTEBOL INTERIOR