Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, ganhou na noite desta terça-feira a eleição para a presidência do São Paulo. O dirigente, que ocupava o cargo interinamente após a renúncia de Carlos Miguel Aidar, derrotou Newton Ferreira por 138 a 36, com 19 votos em branco. A reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, no Morumbi, teve presença de 193 dos 240 membros do órgão. Leco terá mandato até abril de 2017.
A votação começou por volta das 20 horas. Os conselheiros votaram em cédulas de papel em processo que levou cerca de 1h20min. O resultado saiu por volta das 21h50. Primeiramente depositaram a escolha na urna os membros mais velhos do órgão, depois a sequência seguiu a ordem alfabética. Na apuração, o presidente da mesa, Marcelo Pupo, leu em voz alta cada um dos votos, inclusive quem foi o respectivo eleitor.
Com um mandato até abril de 2017 e a possibilidade de concorrer à reeleição por duas vezes, Leco pode ficar sete anos e meio como presidente. No período inicial a tarefa do dirigente será reestruturar a diretoria, já que todos os membros pediram demissão coletiva no fim da gestão de Aidar. A tendência é o novo presidente compor a cúpula com antigos integrantes e chamar outros que haviam se desentendido com o antecessor.
O vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, pivô da crise política de Aidar, já voltou ao cargo logo no primeiro dia da gestão interina de Leco. Outro a retornar foi o diretor executivo (CEO) Alex Bourgeois, demitido em setembro após uma briga durante reunião da cúpula são-paulina. A tendência é a volta também do gerente executivo de futebol Gustavo de Oliveira, sobrinho do ex-meia Raí, que saiu do clube em maio.
Na plataforma de campanha, Leco prometeu profissionalizar a gestão do São Paulo e deve ter como aliado para resolver a crise financeira o empresário Abílio Diniz, outro desafeto de Aidar. O clube tem uma dívida total de quase R$ 300 milhões e deve apostar na contratação de uma auditoria e montagem em grupos especiais de trabalho para conseguir melhorar o quadro.
Leco tem como planos investigar as denúncias de corrupção que levaram a Aidar renunciar. O ex-presidente foi acusado por ex-membros da diretoria, como Ataíde, de desviar dinheiro de contratações e elaborar contratos para favorecer a empresa de sua namorada, Cinira Maturana.
FONTE-FUTEBOL INTERIOR