
Dia 18 de maio de 1980. Neste dia, mais de 36 mil pessoas lotaram o Estádio do Café para acompanhar a goleada de 4 a 0 do Londrina sobre o CSA, resultado que deu o título da Taça de Prata – equivalente a segunda divisão do Campeonato Brasileiro - ao Tubarão. Mais de 35 anos depois, o Londrina volta a jogar uma decisão nacional em casa. Neste domingo (8), às 19 horas, diante do Vila Nova, o time alviceleste busca repetir o desempenho de três décadas atrás e iniciar bem a final da Série C.
Time com menos derrotas na competição (apenas duas), o LEC encara a equipe com maior número de vitórias. Em 22 partidas, o Vila Nova venceu 12 vezes. Para o técnico alviceleste Cláudio Tencati, a decisão será diferente dos duelos pelas semifinais. Na ocasião, todos os jogos entre Londrina e Tupi e entre Vila Nova e Brasil de Pelotas terminaram empatados em 0 a 0, sendo decididos nos pênaltis.
No entender do treinador, os goianos não devem jogar retrancados como o time mineiro. "O Vila Nova é uma equipe experiente e com qualidade técnica que joga e deixa jogar. O jogo será aberto e isso favorecerá o Londrina”, afirmou o técnico alviceleste.
Como gol fora de casa é critério de desempate, a ordem dada por Tencati é não sofrer gols no Café. Para segurar o Tigrão, o Tubarão contará com sua forte defesa, a menos vazada da competição – ao lado do próprio Vila Nova - com apenas 14 gols sofridos em 22 jogos. Além disso, o sistema defensivo está invicto há seis partidas. A última vez que o goleiro Vítor foi buscar a bola no fundo da rede foi no dia 13 de setembro, no empate em 1 a 1 com o Caxias.
“É muito importante que a gente vença sem sofrer gols. E se isso não acontecer, que seja um 0 a 0. Aí seremos um franco-atirador lá fora[ em Goiânia]”, afirmou Tencati.
Jejum
Mas se a defesa vai bem, o ataque está devendo. Artilheiro do time com cinco gols, Bruno Batata não marca desde o dia 20 de setembro, na golada de 3 a 0 sobre o Tupi. Já Edmar, não balança as redes desde a vitória sobre o Juventude por 3 a 1, em 16 de agosto.
Batata reconhece que precisa melhorar seu desempenho, mas afirma que está tranquilo para o duelo. “Se fosse para escolher, eu prefiro ficar onde estou, brigando pelo título do que ser artilheiro [ do campeonato] e minha equipe eliminada. Me cobro sim, mas a expectativa é de que na final, o Batata volte a marcar”, prometeu.
Mistério
Para o jogo deste domingo, o treinador deve manter praticamente a mesma equipe que começou contra o Tupi no último sábado. No entanto, Tencati faz mistério em duas posições. No meio, o volante Itallo pode perder a vaga para Bidía. Isso porque o técnico considera que Itallo e Germano têm características muito semelhantes – atletas de mais marcação - que deixaram o time um pouco mais lento diante do Tupi. Já no ataque, Quirino pode substituir Edmar.
Durante os treinos da última semana, Tencati chegou a escalar o time com três meias. No entanto, ele explicou que essa formação só deve ser usada no decorrer da partida, se a situação for necessária. A ideia é manter o sistema com dois volantes e dois meias avançados.
“A grande virtude do Vila Nova é o meio-campo, que tem jogadores técnicos. Se perdemos o meio, corremos o risco de perder o controle do jogo”, justificou.
Titular durante a maior parte da temporada, o volante Diogo Roque continua sem treinar. Ele e Jumar seguem em tratamento no departamento médico e ficam de fora do próximo jogo.
No Café
Londrina
Vítor; Rhuan, Silvio, Luizão e Paulinho; Germano, Bidía (Itallo), Zé Rafael e Rafael Gava; Edmar e Bruno Batata.
Técnico: Cláudio Tencati
Vila Nova
Edson; Vinícius Simon, Igor (Hermínio) e Gustavo Bastos; Marcelo, Francesco, Robston, Ramires e Marinho Donizete; Moisés e Frontini.
Técnico: Márcio Fernandes
FONTE-JORNAL DE LONDRINA