
A Justiça Federal vai chamar o presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu Floreta, e o ex-presidente do clube espanhol Sandro Rosell a apresentarem contrarrazões em um recurso do Ministério Público Federal que visa abrir um processo por crime tributário contra os espanhóis, o atacante Neymar e seu pai, Neymar da Silva Santos. O atleta e o pai também estão sendo chamados a se pronunciar na ação.
O MPF recorreu da decisão da Justiça de rejeitar a denúncia, tomada no início deste mês. No final do mês passado, o MPF denunciou Neymar e os demais envolvidos pelos crimes de sonegação fiscal e falsidade ideológica. De acordo com procuradores que atuam na cidade de Santos (SP), os denunciados forjaram uma série de documentos entre 2006 e 2013 para, com isso, deixar de pagar parte dos impostos devidos à Receita Federal brasileira. Ainda segundo a denúncia, o pai de Neymar seria o mentor do esquema.
Por fim, os dirigentes do Barcelona estariam envolvidos porque teriam feito uma simulação de empréstimo entre o Barcelona e a empresa N&N Consultoria Esportiva e Empresarial (do pai do jogador), em 2011, no valor de 10 milhões de euros. "O acordo, que posteriormente se revelou um adiantamento para a compra do jogador, foi o artifício usado para que o Santos Futebol Clube e o grupo de investimento DIS, detentores de parte dos direitos federativos de Neymar, não recebessem suas parcelas da transação. Além disso, o 'empréstimo' permitiu que as partes firmassem a transferência do atleta, embora, naquele momento, esse acerto fosse proibido por regras da Fifa", explica nota oficial do MPF, divulgada nesta terça-feira.
O juiz da 5ª Vara Federal Mateus Castelo Branco Firmino rejeitou as denúncias, alegando que não é possível dar início a um processo penal por sonegação enquanto não chegar ao fim o procedimento administrativo de cobrança correspondente na Receita Federal, que segue em andamento.
FONTE-UOL