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Paulistão: Após caso Neymar, Fifa multa Santos por participação de terceiros

A entidade que controla o futebol advertiu o clube por manter contratos com fundos de investimentos, a punição poderia ter sido maior

NEGÓCIO NOJENTO...

Santos foi punido pela Fifa nesta terça-feira em razão do envolvimento de terceiras partes nos direitos sobre jogadores do clube - o caso mais conhecido é o do atacante Neymar, de quem a DIS possuía 40% dos direitos econômicos até a sua negociação com o Barcelona em 2013.

O anúncio foi realizado nesta terça e apontou uma multa de US$ 75 mil (aproximadamente R$ 275 mil). Além disso, a Fifa fez um alerta ao Santos por manter contratos com fundos que mantinham participação nos direitos de jogadores, além de uma influência indevida sobre quem deveria ser contratado ou transferido.

 

A transferência de Neymar para o Barcelona segue repercutindo no Santos
A transferência de Neymar para o Barcelona segue repercutindo no Santos

O Santos, porém, não será punido com a proibição de contratar jogadores, como poderia ocorrer, de acordo com as regras da entidade.

"O clube foi considerado como responsável por manter contratos que permitiam que terceiras partes influenciassem a independência do clube no contrato e transferências", indicou a Fifa, sem dar detalhes sobre o processo.

FICOU BARATO!
A Fifa também considerou que o Santos não cooperou nas investigações conduzidas pela entidade e nem entregou as informações obrigatórias ao sistema de transferências eletrônicas mantida pela entidade. Mas as punições está entre as mais brandas que a Fifa poderia adotar.

Pelas regras, além do alerta e da multa, a entidade teria o direito de anular resultados de partidas, excluir o Santos de competições, tirar pontos, rebaixar para divisões inferiores, exigir a devolução de premiações e proibir novas contratações. Mas o Comitê Disciplinar da Fifa avaliou que nada disso seria necessário.

Pelas regras que vigoravam até 2008, a Fifa autorizava a participação de investidores nos direitos econômicos dos jogadores. Mas impedia que essas empresas pudessem estipular em contratos quando e por qual motivo um jogador deveria ser transferido.

Para a Fifa, porém, os fundos que detinham participações nos direitos econômicos de Neymar ultrapassaram os limites de sua influência no clube. Mas a investigação começou quando o próprio Santos decidiu acionar a Fifa contra o Barcelona e a família de Neymar, além da sua empresa, por terem supostamente fraudado o time paulista.

FONTE-FUTEBOL INTERIOR


 

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