
Neymar teve um segundo semestre ruim e chegou a conviver com críticas no Barcelona. Felipe Anderson não conseguiu manter o bom nível do ano anterior e virou um jogador comum na Lazio. Hernanes foi contratado para ser um dos líderes o meio-campo da Juventus e passou a maior parte do tempo no banco.
Mas, quando se pensa em decepção brasileira na temporada 2015/16 do futebol europeu, ninguém chega nem perto de Alexandre Pato, 26.
O atacante desperdiçou no Chelsea a oportunidade de ouro de escrever uma daquelas lindas histórias de volta por cima que marcaram a carreira, por exemplo, de Ronaldo Fenômeno.
Execrado pela torcida do Corinthians, Pato havia reencontrado o bom futebol no São Paulo e voltava a um grande clube da Europa três anos depois de sair do Milan pelas portas do fundo do departamento médico.
Mas, no fim, a melhor definição da passagem do atacante pelo time londrino foi a dada pelo tabloide “The Sun”, que o chamou de “peso morto”.
Pato pode até se despedir da temporada com um hat-trick e atuação de gala contra o surpreendente campeão inglês Leicester, neste domingo, que nada irá mudar.
Afinal, não dá para considerar aceitável que um jogador com passagem pela seleção brasileira e no auge da idade jogue apenas 131 minutos em três meses e marque um golzinho (de pênalti).
Ah, mas o técnico Guus Hiddink não gosta dele e por isso evitava escalá-lo. Desculpe, mas não há gosto pessoal de um treinador que resista a demonstrações de dedicação e bom futebol durante os treinamentos.
As insinuações de que a falta de oportunidades dadas a Pato faria parte de um plano maquiavélico do Chelsea para não valorizar demais o jogador durante o período de empréstimo feito pelo Corinthians (que vence em junho) e correr o risco ter de pagar um salário maior no futuro para contratá-lo em definitivo são ainda mais malucas.
FONTE-UOL