
Rio - Após quatro dias internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), o cinegrafista da Band Santiago Andrade, de 49 anos, teve morte cerebral na manhã de ontem no Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio. A morte repercutiu no Congresso, que tentará igualar black blocs e terroristas, e na sociedade em geral. O governo federal tratou o caso como "assassinato" e a presidente Dilma Rousseff ofereceu apoio da Polícia Federal nas investigações.
Mesmo após a neurocirurgia para estancar o sangramento e estabilizar a pressão intracraniana, Andrade ficou com mais de 90% do cérebro sem irrigação sanguínea. A mulher dele, Arlita, esteve no hospital durante todo o dia. Na tarde de segunda-feira, a família doou os órgãos, conforme pedido prévio do cinegrafista. Ainda não havia informações sobre velório e a família informou que Andrade será cremado.
Durante todo o dia, o clima na porta do hospital foi de comoção e tristeza. À noite, a emissora realizou uma missa na Igreja Santa Cecília, em Botafogo, em memória do cinegrafista. Colegas da Band afirmaram que o clima na empresa era de tristeza e revolta. Amigo de Andrade desde que ele começou na emissora, em julho de 2004, um funcionário que preferiu não se identificar contou que o cinegrafista estava em outra cobertura e foi escalado para filmar a manifestação depois do seu horário.