Dois anos, um mês e 11 dias já se passaram desde aquele fatídico 8 de julho de 2014. Os 7 a 1 enfiados garganta abaixo pela Alemanha na semifinal da Copa do Mundo noBrasil ainda doem na alma do brasileiro. E, quisera o destino, que as duas seleções se encontrassem em outra disputa histórica, em solo tupiniquim, no Maracanã. Se não servirá de revanche, neste sábado, a partir das 17h30, ao menos poderá devolver o orgulho brazuca e ainda garantir um título inédito e há muito sonhado: o ouro olímpico, a única conquista que ainda não está na galeria da CBF.
Para chegar até a decisão, o time de Rogério Micale foi do inferno ao céu. Após um início melancólico, com empates sem gols contra África do Sul e Iraque, a Seleção entrou em crise e Neymar virou alvo de críticas pesadas. Este foi o divisor de águas. Até Tite foi conversar com o grupo, que emplacou uma sequência impressionante. Encerrou a primeira fase com goleada sobre a Dinamarca, por 4 a 0, superou a Colômbia por 2 a 0 nas quartas e atropelou Honduras por 6 a 0 na semi.
A Alemanha também teve um início de Olimpíada parecido com o Brasil, apesar de não ter entrado em princípio de crise. Foram dois empates contra México (2 x 2) e Coreia do Sul (3 x 3) até fechar a primeira fase com um passeio contra Fiji por 10 a 0. No mata-mata, passou por dois postulantes a medalha: goleou Portugal por 4 a 0 e bateu a Nigéria por 2 a 0.