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Opinião: Palmeiras precisa de um cão de guarda, não de um "cachorro louco"

Expulsão de Felipe Melo quase compromete projeto para o principal torneio da temporada

COM A PALAVRA OS PALMEIRENSES...VALE A PENA?

A torcida do Palmeiras tem um grito para Felipe Melo. Ele sempre é chamado de "pitbull" e "cachorro louco" antes do apito inicial. Foi assim novamente na dramática classificação da última quinta-feira, com derrota por 1 a 0 para o Cerro Porteño, da qual ele participou por apenas três minutos. Até ser expulso por causa de um de seus ataques de fúria.

O cartão vermelho foi justíssimo. Ao adiantar demais uma bola na intermediária ofensiva, Felipe Melo poderia ter simplesmente cercado Víctor Cáceres, volante adversário. Poderia até, vá lá, ter entrado firme na dividida. Mas não como fez, erguendo a sola e descendo as travas da chuteira do joelho ao pé do paraguaio.

Colecionador de problemas

 

Felipe Melo é um jogador de técnica rara. É provavelmente a opção no elenco com a melhor saída de bola. Mas a que custo? Felipe Melo é, antes, um jogador que coleciona problemas. Em menos de dois anos no clube, não foram poucos.

No primeiro duelo com o Cerro Porteño, vencido por 2 a 0 em Assunção, causou polêmica antes do aquecimento em campo ao fazer um gesto obsceno em direção à arquibancada – que ele alegou ter sido resposta a um grito de "macaco".

No intervalo de três semanas entre os dois jogos, chamou atenção mais duas vezes. Deu uma dura – errada, na minha opinião – em um garoto que tem contrato de três meses e fazia seu primeiro treino com os profissionais. Dias depois, ao se levantar de um carrinho na bola, "chamou" todo o banco de reservas do Botafogo para briga.
Em 2017, todos se lembram, além de cumprir pena na Libertadores por um soco dado na confusão contra o Peñarol, o volante foi afastado por mais de um mês por ter dito "alguma coisa contra Cuca" no Mineirão, após a eliminação na Copa do Brasil. Na época, ele ainda chamou o técnico de "máu-caráter" em um áudio vazado na internet, no qual listou uma série de possíveis clubes para se transferir.

Entrega em dobro do time

 

Mas voltemos à última quinta-feira. Sua expulsão aos três minutos comprometeu toda o planejamento que Felipão tinha para enfrentar o Cerro Porteño, com uma boa vantagem. Poderia muito bem ter comprometido um projeto todo do clube.

O Palmeiras, que tinha a vantagem de perder por um gol de diferença, se limitou a defender com um homem a menos. O time paraguaio insistiu até vazar o goleiro Weverton no começo do segundo tempo. E seguiu buscando um segundo gol, que levaria a decisão aos pênaltis.

FONTE-GLOBO ESPORTE

 

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