
Perto de virar realidade, o sonho da casa própria corintiana tem tirado o sono de parte dos dirigentes e conselheiros do clube. Com custos maiores do que os previstos, alteração no modo de quitação, aumento na área de ingressos populares e demora na captação de receitas, há o temor de que o Corinthians sofra mais do que o esperado para pagar a obra. E, como consequência, amargue cerca de 20 anos com dificuldades para montar times fortes.
O cenário sombrio foi descrito ao blog por três dirigentes alvinegros que preferem ficar no anonimato. O clube calcula que irá gastar pelo menos R$ 1 bilhão para pagar o estádio, outrora orçado em R$ 820 milhões. Boa parte do aumento se deve a juros bancários causados por empréstimos feitos por causa da demora no financiamento do BNDES.
Ninguém no Parque São Jorge duvida de que a arena irá gerar receitas robustas, mas isso não significa um caminho fácil até a dívida ser quitada. Uma das principais preocupações está relacionada a uma mudança na forma de pagamento da obra.
O clube aceitou pagar prestações maiores do que planejado inicialmente para diminuir os riscos da Caixa, que é tomadora do empréstimo de R$ 420 milhões do BNDES usados para cobrir parte das despesas. Assim, sobrará menos dinheiro por mês nos cofres do Corinthians, o que significa fôlego reduzido para contratações. Existe receio de que o clube leve duas ou três décadas para quitar o débito sem poder investir em grandes craques. Além disso, as categorias de base têm sido pouco aproveitadas atualmente.
Fonte-Uol