
O novo vexame do Flamengo na Copa Libertadores gerou uma onda de revolta e protestos logo após a derrota por 3 a 2 para o León-MEX, na última quarta-feira, no Maracanã. O time teve o mesmo desempenho ruim das edições anteriores e fez os torcedores recordarem as quedas na primeira fase de 2002 e 2012, além do revés marcante para o América-MEX no ano de 2008. Sobrou até para o presidente Eduardo Bandeira de Mello, intensamente hostilizado dentro e fora do estádio.
Assim que a partida terminou e a eliminação na primeira fase do torneio continental foi consumada, torcedores posicionados na frente do camarote destinado aos dirigentes do Rubro-negro cobraram o mandatário. Houve um início de bate-boca contornado rapidamente pelos seguranças.
Na parte externa, a Polícia Militar precisou agir para evitar tumulto maior. Membros de uma torcida organizada tentaram fechar a Avenida Maracanã com pedaços de madeira e sacos de lixo. O trânsito chegou a parar, mas os PMs liberaram o local. O fato, porém, não impediu a continuação das discussões entre os próprios torcedores.
Os participantes das organizadas xingaram quem deixava o estádio por conta da "conivência" com o considerado alto preço dos ingressos. Bandeira de Mello foi mais uma vez o alvo enquanto as partes se dispersavam em clima tenso. A confusão se estendeu por outras ruas do bairro.
FONTE-UOL