
Dezenas de torcedores alvicelestes se reuniram em bares de Londrina para assistir à final do Paranaense em telões e TVs. No Centro, os entusiastas do Tubarão transformaram o tradicional Bar Brasil em arquibancada: entoaram gritos de apoio e empunharam bandeiras como se estivessem em pleno Willie Davids.
Antes da partida ter início, Jônatan Carvalho Gomes, de 16 anos, estudante e trabalhador no estoque de uma loja, demonstrava otimismo. "Vai ser 3 a 1 para o Londrina. Esse ano tem que ser campeão", afirmou.
O receio pela pressão do Maringá no início do jogo deixou o bar silencioso, mas bastou o Londrina demonstrar reação para o entusiasmo voltar. Um torcedor alertou: "Vai ser 1 a 0 para o Tubarão, com gol aos 46 do segundo tempo!". A previsão não se confirmou, mas o que se viu em campo foi tão sofrido quanto o que o torcedor havia imaginado.
Por fim, com o título garantido nos pênaltis, alvicelestes de todas as regiões da cidade se reuniram na Avenida Higienópolis, na região da esquina com a Rua Espírito Santo, o tradicional ponto de comemoração de títulos de futebol em Londrina. A diferença era que desta vez a glória não era de um time paulista ou carioca ou da Seleção Brasileira, e sim do clube que carrega o nome da cidade. Um dos torcedores trouxe uma boia em forma de tubarão, que tinha nos dentes uma galinha de plástico – uma gozação com o galo do Grêmio Maringá, que, embora não fosse o adversário de ontem, ficou no imaginário como o grande rival londrinense no futebol.
O operador de empilhadeira Maycon das Neves Pereira, de 25 anos, comemorava entre lágrimas. Muito novo para se lembrar da última vez em que o Londrina conquistou um título relevante, ele não conseguiu descrever a sensação de ver o time do coração no topo do futebol paranaense. "Não sei o que falar. A gente só sabe como é por ouvir o pai contar", comentou.
FONTE-FOLHA DE LONDRINA