
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, admitiu nesta segunda-feira, em evento com movimentos sociais no Rio de Janeiro, que as polícias militares dos Estados que enfrentaram manifestações durante a Copa das Confederações, em junho do ano passado, cometeram excessos ao reprimir as marchas e atos cometidos pelas pessoas que foram às ruas protestar contra a corrupção e a favor de investimentos em saúde, transporte e educação. Muitas das manifestações terminaram em atos de vandalismo e depredação de prédios públicos e agências bancárias.
"A verdade é que não tínhamos uma polícia historicamente treinada para este tipo de manifestação (como as passeatas ocorridas em junho do ano passado). Essa formação é da época da Ditadura", disse Carvalho, referindo-se ao regime militar que vigorou no país de 1964 a 1990.
De acordo com ele, os excessos das polícias militares não voltarão a ocorrer neste ano, durante a Copa do Mundo, porque os governos estaduais dos 12 Estados-sede vêm se reunindo com o governo federal e está sendo traçada uma estratégia comum de atuação, com outro tipo de capacitação e orientação das forças de segurança que irão atuar durante a Copa. A sincronia tem sido muito boa", disse.
Durante o evento, Carvalho enfrentou manifestações por parte de alguns dos manifestantes, que puxaram o coro de "Não Vai Ter Copa" por duas vezes, além de terem erguido faixa com este frase estampada na parede atrás de onde estava o ministro.
FONTE-UOL