
O Ministério Público do Rio Grande do Sul deverá ingressar nos próximos dias com ação na Justiça contra o Internacional pelo não cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre as partes que previa uma série de obras de acessibilidade no estádio Beira-Rio. A revelação ocorreu na manhã desta segunda-feira em uma reunião da Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Deficiência na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.
O MP/RS constatou em uma vistoria, após o término do prazo, que apenas algumas obras acordadas com o Inter e a construtora Andrade Gutierrez foram realizadas no estádio que receberá cinco jogos da Copa do Mundo. O Inter havia se comprometido a destinar 128 lugares adaptados aos cadeirantes com boa visibilidade e protegidos da chuva, além de reformas em banheiros, áreas vip, camarotes e, principalmente, em acessos.
O promotor José Seabra Mendes Júnior irá se reunir com o Ministério Público Federal, já que o TAC foi feito em conjunto com o MPF, para definir como será a ação. Na reunião na Câmara, Seabra revelou a intenção de pedir a Justiça que determine pagamento de multa diária pelo descumprimento das medidas e com aumento do valor, no caso de jogos da Copa do Mundo serem realizados no local sem as adequações.
O Internacional alega que o problema foi motivado pela mudança da arquibancada inferior para a superior e pelos eventos realizados no Beira-Rio após a assinatura do TAC. Com a alteração, a construtora teve que refazer diversos estudos para adequar a acessibilidade nos novos locais com segurança de evacuação e conforto para os torcedores.
FONTE-UOL