
O Palmeiras vive mais um capítulo de crise que tem dominado seu ambiente nos últimos anos. O protagonista da vez é o do treinador, Gilson Kleina. Na última quarta-feira, na reunião do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), conselheiros se uniram para pedir mudanças e até sugeriram nomes. O que barra as vontades dos cofistas, que não têm poder de decisão, é simples: Paulo Nobre dará a palavra final.
Gilson Kleina, por sua vez, não pedirá demissão do cargo. Mesmo que não tenha reforços. Em conversas com pessoas próximas ao treinador, o UOL Esporte ouviu que o comandante não tem a menor intenção de abandonar o barco e que ainda confia no seu elenco.
Nobre ainda acredita que o atual treinador pode mostrar algum serviço e vê o grupo fechado com o comandante. Apesar de toda a confiança, ele faz questão de ressaltar: no futebol, nada é impossível e, no Palmeiras, ninguém é eterno e todo jogador é negociável.
Um vexame na Copa do Brasil ou uma sequência trágica no Campeonato Brasileiro acabariam com qualquer certeza do cartola em relação à continuidade de Kleina.
Sinal de que a confiança muda a cada dia foi a negociação de renovação com o atual treinador. Hoje, com uma situação desconfortável no Brasileirão, ele está seguro e com suporte da diretoria. Há cinco meses, logo após o título da Série B, ele via seu nome para ser substituído por Marcelo Bielsa e foi avisado que era o plano B.
FONTE-UOL