
A Justiça Federal penhorou parte das receitas do Corinthians e imóveis por dívidas fiscais em torno de R$ 120 milhões. Isso significa que um percentual do faturamento do clube, não revelado, terá de ser destinado para quitar esses débitos. Há uma ameaça de leilão ao Parque São Jorge.
Desde o início da gestão de Andrés Sanchez, a diretoria corintiana deixou de pagar imposto de renda e contribuições previdenciárias – os próprios cartolas admitem isso. A Procuradoria Geral da Fazenda moveu cinco ações de execução contra o clube iniciadas em 2012.
Esses processos começaram a estourar no final de 2013 e inviabilizariam a vida financeira corintiana. Afinal, seria perdida a CND (Certidão Negativa de Débito) e o patrocínio da Caixa Econômica Federal. E as execuções cairiam sobre toda a receita do clube de uma vez só. No total, eram cobrados R$ 123 milhões nas ações levantadas pelo blog.
Além disso, a construção do Itaquerão tem financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Embora o dinheiro federal não seja recebido diretamente pelo clube – vai para a empresa Arena Itaquera S.A -, são os corintianos que vão usufruir da arena.
Por isso, a partir do final do ano, o clube começou a oferecer percentual de sua receita para penhora. A procuradoria aceitou o acordo. No balanço, o Corinthians informou que houve um acordo com a procuradoria para parcelar tributos no total de R$ 120 milhões. Mas, na verdade, o que houve foi um acordo para a penhora.
O principal processo corre na 8a Vara e refere-se a uma cobrança de R$ 92,7 milhões. No final do ano passado, a sentença determinou: “Em face da concordância da exequente (procuradoria), defiro a nomeação de bens à penhora efetuada pela executada (Corinthians). Expeça-se mandado de penhora sobre o faturamento, nos percentuais oferecidos pela executada e aceitos pela exequente, nomeando-se o sr. Mario Gobbi Filho depositário, que deverá também apresentar anualmente, a este Juízo, comprovante da receita bruta auferida.''
FONTE-UOL