
A Alemanha mais brasileira que o Brasil dentro e fora de campo soube como misturar o estilo do país que sediou a Copa com o que detinha o trono do futebol mundial há quatro anos. Não à toa, sete jogadores campeões do mundo neste domingo são treinados por Guardiola no Bayern de Munique. Joachim Löw soube valorizar isso, e pegou o que precisava para juntar ao trabalho feito desde 2006. O resultado foi Philipp Lahm levantando a taça.
A seleção campeã da Copa-2014 tocava a bola tanto quanto a Espanha de 2010, mas com uma diferença: foi mais incisiva. A busca incessante por um espaço entre os zagueiros adversários jamais impediu que cruzamentos e chutes de fora da área fizessem parte do repertório. Pegar o melhor daquela Espanha não era errado, apesar da eliminação precoce dos então campeões do mundo na primeira fase.
A Alemanha foi o time que mais trocou passes na Copa: 5084. A Argentina, segunda colocada, teve mais de 600 a menos: 4318. Foram 4157 acertos alemães, representando 82%, também melhor marca entre quem avançou da fase de grupos –a Itália, em apenas três jogos, acertou 85%.
Quando a Espanha perdia para o Chile por 2 a 0 e era eliminada após apenas dois jogos, apelou para os cruzamentos, mas mostrou que não fazia ideia do que tentava. A Alemanha, porém, não esqueceu deles enquanto trocava passes: foram 148 durante a Copa, top 3 no quesito.
FONTE-UOL