
O executivo inglês Raymond Whelan entregou-se à Justiça na segunda-feira (14) e está preso. Acusado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) de chefiar a máfia que comercializava ilegalmente ingressos da Copa do Mundo de 2014, ele foi transferido para o Complexo Penitenciário de Bangu e, de lá, deve responder por quatro crimes: cambismo, associação criminosa, sonegação e lavagem de dinheiro.
O complexo penitenciário de Bangu foi criado em 1987, quando o governo do Rio resolveu construir na zona oeste da capital fluminense seu primeiro presídio de segurança máxima, o Bangu 1. De lá para cá, o local ganhou mais nove unidades prisionais. Whelan está preso na cadeia pública Bangu 9.
O presídio foi inaugurado há três anos. Tem vaga para 532 detentos, divididos em celas coletivas e individuais.
Bangu 9 é uma das cadeias mais modernas do Rio. Mesmo assim, está longe de oferecer todo o conforto que o executivo tinha no Copacabana Palace enquanto esteve hospedado junto à cúpula da Fifa durante o Mundial.
No hotel, um dos mais luxuosos do Rio, Whelan dormia numa suíte com uma generosa cama de casal, escrivaninha e televisão. No quarto, havia até um cofre, o qual o executivo deixou vazio antes de sair fugir da polícia.
Na tarde de quinta-feira (10), a Justiça decretou a prisão preventiva de Whelan por causa de sua ligação com a máfia do ingresso. Minutos depois, ele deixou o hotel pela porta dos fundos, acompanhado do seu advogado Fernando Fernandes. Quando a polícia chegou, ele já havia saído.
FONTE-UOL