
O Cruzeiro é um time de ponta europeu jogando contra brasileiros. É uma Alemanha fazendo jogos semanais contra seleções brasileiras emocionalmente fragilizadas e sem Neymares. Neste sábado o atual campeão nacional matou mais uma: 5 a 0 no Figueirense, sem medo de fazer mais um, sem substituir um atacante por um volante no segundo tempo. Sem Bastian Schweinsteiger. Sem Philipp Lahm. Sem megalomania, também. Não foi preciso gastar uma fábula para montar a melhor equipe do país. Só foi preciso compreender que o futebol praticado no Brasil – e pelo próprio Cruzeiro – até 2012 é totalmente inferior ao praticado pelos principais clubes da Europa. É líder absoluto do Brasileirão, com 28 pontos.
O 4-2-3-1 virou mania mundial, até no Brasil, depois de ser revivido intensamente e com sucesso na Europa, nos últimos anos. Mas futebol não é pebolim (ou totó). Não basta posicionar os jogadores da forma como manda o manual para o futebol europeu acontecer de forma mágica. Marcelo Oliveira, técnico, sem a grife de Pep Guardiola, sabe bem disso. E conseguiu compreender e aplicar aquilo que muitos treinadores no Brasil entendem, mas não têm capacidade de fazer acontecer. O Cruzeiro é o único time do país que supera o abismo visto nos 90 minutos do Mineirazo no dia 8 de julho.
FONTE-UOL